"Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou. Só sei do que não gosto"...
Uma noite fria, Uma excelente oportunidade para ler um livro. Opto por fazer uma resenha, talvez, a resenha da minha vida, ou de um pedaço de mim. É, sou uma obra complexa Não me limito. Consigo lembrar de um Leonardo com uma bermudinha azul escuro, uma blusa branquinha... muito alva com um JECM bordado no lado direito na altura do peito. Ele encontra-se sentado num grande pátio... ao seu lado, uma merendeira avermelhada estava aberta... na garrafinha transparente, o tom amarelado do líquido, revela o suco de laranja. No potinho ao lado um sanduíche que mesmo em meu esforço de tentar lembrar, não consigo recordar do que seria. Ah, lembro também de uma pera que já estava cortadinha... Sinto o seu aroma ainda em mim. Outro Flash... Já estou na quinta série. Aula de História. Minha primeira aula de história. Lembro-me ainda o nome do professor: Antunes. Recordo estar sentado na primeira fileira, como sempre! Sentar na primeira fileira sempre fora opção minha, exceto no cursinho de pré-vestibular e na universidade. Do aroma da fruta que mencionei inicialmente... fez-se em mim um novo cheiro, convidativo, amargo... o gosto da cevada. Prefiro sempre as mais fortes, também nutro fascínio pelas destiladas... Mudanças que não conseguimos impedir. Transitam em mim também a sensação e consigo sentir novamente a coceirinha na ponta do nariz... relembro o primeiro beijo. Respiração ofegante. Começo a traçar mentalmente uma infinita gama de sensações e revejo, ainda que mentalmente, todos os lábios que os meus encontraram. Sinto meio que num passe de mágica, a respiração ofegante. Típicamente genuína dos seres que enamoram. Paro e por um momento sorrio... Ah, eu estava apaixonado! Com direito a formigamento na barriga... Levanto e vou até o guarda-roupa e pego uma caixinha e folheio alguns poemas, cartinhas. Não sei porque parei de escrevê-las, penso... num dos escritos eu vejo algo escrito e reconheço a minha caligrafia: Como é bom comprar um cartão telefônico e ligar apenas para ouvir a voz... Meu Deus! Como é pateticamente delicioso e excitante estar apaixonado... Suspiro... Uma pausa se faz em mim. Acendo um cigarro e minha mente me empurra para outro ponto... O abajur aceso... o lençol da cama totalemte desarrumado... e o corpo conheceu o sexo... Homem feito... Dou mais um trago no cigarro e balanço a cabeça em meio ao sorriso safado que brota em meus lábios... Homem feito... Eterno menino enamorado da vida. Já é madrugada. O som alto e as batidas levam o corpo do menino a extravasar a tensão do dia a dia... Mais um dose, é claro que eu to afim. A noite nunca tem fim... E o menino-homem conheceu os prazeres da noite. Senti-me vivo... O despertador toca insistentemente, espreguiço-me e esfrego os olhos na tentativa de reconhecer o ambiente que até segundos atrás era silêncio e breu. Os olhos abrem, levanto para um novo dia. Muitos foram os intrumentos de trabalho... Giz e quadro negro... Teclado... Produção, produção... Ainda ouço a voz do meu supervisor. Incrível como algumas coisas ficam marcadas em nós... pra sempre! Mais quadro negro e giz... Agora toca o telefone. Atenciosamente anoto mais uma denúncia de crime ambiental... o tempo passa... Deparo-me com prontuário de paciente... Mais planejamento de aula, aulas particulares, orientação educacional ... Mudo o foco... Novos aromas... Novas sensações... Atenção! Vejo algo sendo gratinado no forno... Novos Sonhos. Sinto novamente o cheiro da pera do início... Hoje ela está coberta por um molho a base de iogurte natural e ervas compondo uma linda e elegante salada de folhas verdes... Mais aulas a preparar... Uma dezena de panelas para... fugiu a palavra... Uma cozinha inteira para coordenar. Uma equipe para comandar. Sorrio ponderadamente e prossigo... O corte está errado, falo pausadamente e com uma expressão séria, porém amistosa. Faça-o novamente da seguinte forma e devolvo a faça para que seja feito novamente sob a minha orientação e blá, blá, blá... Prossigo observando um outro estágio... Ai! ao ver o sangue em seus dedos ele sorri... Faz parte! Curativo feito... Alma refeita. Novamente ele sorri. Um sorriso de contentamento e mentalmente ele diz ao balançar afirmativamente a cabeça, como se este ato o fizesse dar mais ênfase ao que está sendo dito em silêncio: É... sou feliz. Encolhido na poltrona de sua sala, ele larga por um momento o seu diário que estava a folhear e se promete escrever com mais frequência. Lembra que era muito feliz quando o fazia todos os dias...Ele passa as mãos em seus braços na tentativa de espantar o frio. Se pega olhando para o teto e por um momento, perde-se por um momento ao observar a extensão branca como neve até chegar ao encontro com a textura vermelho tijolo de sua parede. Novamente ele sorri... Lembrara de tudo o que vivera até o presente momento desde que colocou os pés a primeira vez em sua casa e repete-se, desta vez não em silêncio, mas num tom baixo, como se estivesse conversando com Deus, ou algum Arcanjo: Aqui será a base da minha felicidade, harmonia e equilíbrio. Estas palavras surtiu um efeito, como se ele estivesse refazendo algum voto ou pacto, como o fizera ao entrar pela primeira vez em seu imóvel. Observa agoraas molduras em sua parede e dialoga com ela, ouvindo assim as histórias que elas tem para lhe contar. Relembra muitos momentos eternizados nos porta-retratos e enfeites. Leva sua mão a boca e diz: Caqramba, quanta coisa aconteceu! Mais uma vez ele sorri. Perde-se em seus pensamentos e sua mão vai de encontro a garrafa de água Perrier, sorri ao constatar que este gosto fora adquirido de seu pai... Ele sorri... um sorriso de SAUDADE... Levanta e vai até a sua cozinha... Para... Pensa um pouco e resolve acender o forno... Pega o refratário com a massa fresca que fizera para sua alimentação. Fecha os olhos e por um momento puxa de sua memória gustativa o paladar do molho cheedar que fizera para a massa. Passa delicadamente sua lingua pelos lábios como se estivesse alimentando-se desta sensação. Após colocar o refratário no forno, separa o pratro e o talher e coloca sobre a mesa e volta para a poltrona. Tudo feito no mais absoluto silêncio. Este momento era sublime e apenas vivênciado por ele e observado por Deus... Depois de alguns minutos ele se pega balançando as pernas... Mentalmente ele volta até o grande pátio, onde o encontra ainda menino, sentadinho ao lado de sua merendeira avermelhada e o vê ainda na infância balançando as pernas... É... Velhos hábitos não mudam nunca! Mais uma vez ele sorri, balança a cabeça como se este movimento o fizesse desprender-se dos pensamentos. Esfrega os olhos com as mãos e joga a cabeça pra trás, tentando sentir de uma forma muito intensa este momento. Levanta e retorna à cozinha. No caminho ele pensa que a vida segue em frente e quando a saudade aperta faz um bem danado voltar ao passado, mesmo que seja numa noite fria qualquer que antecede o inverno. Ele suspira e fecha os olhos e mais uma vez mergulha no mar de sensação. Ao abrir os olhos, todas as idéias são deixadas de lado e começa então um novo ciclo de vivências...
" Voar, só alado ou encantado... "
domingo, 12 de junho de 2011
domingo, 8 de agosto de 2010
Toma posse, invade...
Trocadilhos à parte ao dia de hoje... Pé de cachimbo...
Mesmo saindo da cozinha a pouco, resolvi passar por aqui para extravasar algumas palavras, que mesmo sem nexo, ganharão forma para expressar momentos meus e de alheios. O título de hoje, é uma forma de fazer carinhos N'alma de uma pessoa que eu gosto muito, e que me faz um bem danado. Ontem eu presenciei o início de uma união, que ao que me parece, será uma coisa de luz e paz, ao menos este é o meu desejo para este novo casal. Espero que seja uma coisa duradoura e que o amor cresça em solo fértil, multiplicando-se e ganhando cor e vida a cada dia que se passar... Clima de romance no ar... Ai, ai... Voar, só alado ou encantado...
Parabéns a vocês!
Não vou revelar os nomes, mas direi pra minha irmã querida que sai do mundo dos solteiros que foi muito lindo assistir ela cantando:
"Quando vem de lá do coração. A gente percebe na respiração. Toma posse, invade que eu te dou o meu calor. Eu nasci pra ser e sou o seu amor..."
Que um seja o amor do outro! Que o amor seja sempre o amor...
Bom domingo à todos e feliz dia dos pais!
( Meu amor eterno ao meu Grande mestre em vida: Senhor Alfredo Monteiro, meu pai... aquele que sempre me amou e que sou grato ao amor, aos ensinamentos e a todos os valores que ele me passou em vida. Tudo o que eu sou, agradeço ao senhor... Um dia nos encontraremos, e este encontro será luz para a nossa eternidade...)
" Já faz tempo eu vi você na rua,
Cabelo ao vento, gente jovem reunida.
Na parede da memória, esta lembrança é o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Como nossos pais..."
( Como nossos pais - Elis Regina).
Mesmo saindo da cozinha a pouco, resolvi passar por aqui para extravasar algumas palavras, que mesmo sem nexo, ganharão forma para expressar momentos meus e de alheios. O título de hoje, é uma forma de fazer carinhos N'alma de uma pessoa que eu gosto muito, e que me faz um bem danado. Ontem eu presenciei o início de uma união, que ao que me parece, será uma coisa de luz e paz, ao menos este é o meu desejo para este novo casal. Espero que seja uma coisa duradoura e que o amor cresça em solo fértil, multiplicando-se e ganhando cor e vida a cada dia que se passar... Clima de romance no ar... Ai, ai... Voar, só alado ou encantado...
Parabéns a vocês!
Não vou revelar os nomes, mas direi pra minha irmã querida que sai do mundo dos solteiros que foi muito lindo assistir ela cantando:
"Quando vem de lá do coração. A gente percebe na respiração. Toma posse, invade que eu te dou o meu calor. Eu nasci pra ser e sou o seu amor..."
Que um seja o amor do outro! Que o amor seja sempre o amor...
Bom domingo à todos e feliz dia dos pais!
( Meu amor eterno ao meu Grande mestre em vida: Senhor Alfredo Monteiro, meu pai... aquele que sempre me amou e que sou grato ao amor, aos ensinamentos e a todos os valores que ele me passou em vida. Tudo o que eu sou, agradeço ao senhor... Um dia nos encontraremos, e este encontro será luz para a nossa eternidade...)
" Já faz tempo eu vi você na rua,
Cabelo ao vento, gente jovem reunida.
Na parede da memória, esta lembrança é o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Ainda somos os mesmos e vivemos,
Como nossos pais..."
( Como nossos pais - Elis Regina).
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
365 dias...
Confesso que montar um novo blogger, acabou surtindo em mim efeitos que eu não havia imaginado. Ao menos na hora da decisão de montar um blogger. Desejos de expor várias coisas foram desabando em minha cabeça, como um ser sedento a procura de água, de vida. O primeiro balanço que fiz, foi repensar meus últimos 365 dias de existência e traçar o balanço de tudo o que aconteceu. Não é retrospectiva 2010 em pleno Agosto, acreditem!!! Na tarde de hoje, repensei minha vida profissional. Os acompanhantes mais antigos, hão de lembrar que minha fala no cidade alaranjada, era dotada de uma nostalgia, romantismo e de uma luta incansável ao que tangia minha vida profissional. Hoje, estou certo do meu caminho. Em nada me pareço com o Leonardo de antes, aquele sonhador ao extremo. Que via com olhos cinzas todas as possibilidades que poderiam lhe acontecer. O Leonardo de agora, está certo do que quer. Ao escrever estas últimas letras, eu mesmo não acreditei em mim. Realmente, o Leonardo está mudando... Está mudado e esta mudança é muito boa em mim... Do rapaz que estava completamente perdido com suas escolhas, nasceu um profissional plenamente feliz e realizado. O melhor disso tudo é ter a certeza de que valeu a pena todo o percusso percorrido. Não pensaria a minha vida, sem os seis longos anos nos corredores da UFRJ. Não consigo imaginar as minhas construções humanas sem as amizades feitas neste período, algumas que ultrapassaram as paredes acadêmicas e do lado de cá, são bases emocionais em minha vida. Mas o que os últimos 365 dias vividos tem em relação a todo o contexto escrito até aqui? Tudo! Por acaso, ou destino - Não sei porque a palavra Maktub veio instantanemante em minha cabeça ao escrever sobre o acaso ou destino. É, estava escrito. No mês de Outubro do ano passado, aquele Leonardo pensativo e temeroso ao novo do "Memórias Insanas de um adolescente do mundo" transformou-se no pássaro de Giz que hoje vos escreve. E vocês devem estar se perguntando: O que houve tão grande de mudança, que este cara está falando, falando e nunca mensiona a tal mudança?! Eu me redescobri... Descobri a Gastronomia! O que antes, parecia ser dotes herdados de minha mãe, acabou por se transformar em mudança de uma vida toda. A mudança que eu estava precisando para me reencontrar. Tive que descobrir o Bouquet Garni, o Sachet D'epices, o Mirepoix, o tournedô, os fundos... Tive que colocar a mão na massa, reerguer as mangas da camisa e seguir em frente. Hoje, vejo que isso valeu muito a pena. A alma não foi pequena e nunca será...
Termino este post escrevendo uma coisa piegas, mas que é a mais pura verdade... Não me recordo da autoria, mas a frase é a seguinte: " O homem é do tamanho do seu sonho"... Muito prazer, eu sou um gigante no mundo! Porque eu ouso sonhar todos os dias... Sou maluco? Não sei... Também eu não queria ser santo mesmo!Oras!
Meu mais novo sonho está saindo do papel... Leonardo D'a Vinci - Requinte em Gastronomia - Bons sonhos!
Termino este post escrevendo uma coisa piegas, mas que é a mais pura verdade... Não me recordo da autoria, mas a frase é a seguinte: " O homem é do tamanho do seu sonho"... Muito prazer, eu sou um gigante no mundo! Porque eu ouso sonhar todos os dias... Sou maluco? Não sei... Também eu não queria ser santo mesmo!Oras!
Meu mais novo sonho está saindo do papel... Leonardo D'a Vinci - Requinte em Gastronomia - Bons sonhos!
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Três anos sem aparecer por aqui... Nossa, quanta coisa aconteceu neste intervalo de tempo. Muitas coisas vivenciadas, dores, lágrimas, sorriso... Vida. Estou abrindo a cortina da Janela de minh'alma... É uma alegria tão intensa saber que este meu espaço fora preservado. Um turbilhão de coisas ao mesmo tempo, que genial a lógica da vida! As vezes, não conseguimos entender a lógica da vida no momento em que as coisas acontecem, mas segundos ( podem ser dias ou anos, não importa. Cada um tem o seu tempo.) após a tempestuosa que nos assola passa, conseguimos voltar para o nosso verdadeiro norte. Hoje, o vitoriano de três anos atrás, já comemora a entrada na casa dos trinta, e o gostoso em mim, é perceber que hoje sou pleno e convicto das direções que tenho a tomar. O caminho que percorri foi o do amor. Talvez, para este menino de três anos atrás, faltasse a necessidade de amar sem limites... Amar até o limite da dor. Engraçado como ao fazer uma auto-análise de todas as vivências adquiridas neste tempo, a resposta estava o tempo todo dentro de mim. Foi preciso cada etapa construida e desconstruida para que eu pudesse perceber onde estavam as minhas fraquezas, meus medos, meus sonhos, minha garra... minha luta... meus defeitos! As qualidades, tendemos a enumerá-las. Difícil mesmo, é gritar aos quatro cantos os nossos defeitos! ( Como eu gostaria que a minha analista estivesse lendo isso agora!rs)
Tudo perpassa na forma como nos relacionamos com nossa caixa de Pandora. Hoje eu não tenho medo de abrir e me deparar com todas as minhas monstruosidades. Elas são minhas, assim como as minhas virtudes. Uma não neutraliza a outra, elas se somam e independem uma da outra para existir. Olha que magnífico! Isso é mágico. Estou gostando de viver, de aprender... ser aluno da vida, e ensinar a quem supostamente passa por nossos caminhos. Se aprendemos com as trocas humanas, e da mesma forma, se ensinamos dentro desta interação, não importa. O que importa é a vivência. É tudo muito mais flexível do que parece. Não importa gratidão ou menção honrosa. O que importa é muito pouco, nós é que damos uma importância extravagente e mega para as simples coisas da vida. Tudo é muito pouco... muito relativo.
Ah... ( Leia suspirando e com voz pausadamente melosa e feliz) como eu tenho saudade da minha àgua Perrier... Esta é a lógica, e se por ventura alguém descodar de mim, o que eu posso fazer? Como diria Clarice Lispector: "Ou toca, ou não toca". Porque entender a vida, não é uma questão de inteligência... É contato... É existir e sentir.
E eu, da claridade vinda da janela do meu quarto, estando em frente a este computador que me permite acessar vidas e me expor, ou seja, trocar experiência e permitir que toque ou não, repito a mim mesmo bem baixinho, com a voz calma e adocicada pela vida: "O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado" - É Clarice, muito obrigado por mais este ensinamento, que em mim tocou...
Tudo é muito menor do que se pode parecer... sempre será assim... É da vida... Pra vida... Trás vida.
E o que resta só o tempo irá dizer... ele se encarrega da Alma.
" Não serei, nem terás sido... Tempo, tempo, tempo, tempo..."
Tudo perpassa na forma como nos relacionamos com nossa caixa de Pandora. Hoje eu não tenho medo de abrir e me deparar com todas as minhas monstruosidades. Elas são minhas, assim como as minhas virtudes. Uma não neutraliza a outra, elas se somam e independem uma da outra para existir. Olha que magnífico! Isso é mágico. Estou gostando de viver, de aprender... ser aluno da vida, e ensinar a quem supostamente passa por nossos caminhos. Se aprendemos com as trocas humanas, e da mesma forma, se ensinamos dentro desta interação, não importa. O que importa é a vivência. É tudo muito mais flexível do que parece. Não importa gratidão ou menção honrosa. O que importa é muito pouco, nós é que damos uma importância extravagente e mega para as simples coisas da vida. Tudo é muito pouco... muito relativo.
Ah... ( Leia suspirando e com voz pausadamente melosa e feliz) como eu tenho saudade da minha àgua Perrier... Esta é a lógica, e se por ventura alguém descodar de mim, o que eu posso fazer? Como diria Clarice Lispector: "Ou toca, ou não toca". Porque entender a vida, não é uma questão de inteligência... É contato... É existir e sentir.
E eu, da claridade vinda da janela do meu quarto, estando em frente a este computador que me permite acessar vidas e me expor, ou seja, trocar experiência e permitir que toque ou não, repito a mim mesmo bem baixinho, com a voz calma e adocicada pela vida: "O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado" - É Clarice, muito obrigado por mais este ensinamento, que em mim tocou...
Tudo é muito menor do que se pode parecer... sempre será assim... É da vida... Pra vida... Trás vida.
E o que resta só o tempo irá dizer... ele se encarrega da Alma.
" Não serei, nem terás sido... Tempo, tempo, tempo, tempo..."
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